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Para quem prescreve

As quatro formas, o que vem além do CBD e como ler o laudo.

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O kit chega por e-mail, com o Guia completo, que traz segurança e interações. O acesso abre a área com a tabela da linha, os laudos de cada lote e o que não cabe aqui: veículo e absorção.

Uma gota de óleo âmbar se formando na ponta de uma pipeta de vidro, sobre fundo claro
Antes do laboratório

O laudo começa no campo

O que a OG procura num produtor, antes do laboratório. Hoje, na fazenda da East Fork Cultivars.

  1. Sacos de semente fechados, cada um com etiqueta escrita à mão
    01

    Genética

    Sementes de cultivares próprias, separadas e etiquetadas por lote. Cultivares classificadas por quimiotipo.

    Por quê

    Segundo as revisões, a proporção entre os canabinoides vem da genética, e o ambiente muda a quantidade, quase nada da proporção. Por isso as diretrizes pedem semente identificada e rastreável até a origem.

    Fontes

    Pertwee (org.), Handbook of Cannabis, 2014, p. 124 e 128 a 130; American Herbal Pharmacopoeia, Cannabis Inflorescence, 2014, p. 20, 26 e 28; EMA, diretriz de boas práticas agrícolas e de coleta (GACP), 2025, p. 8.

  2. Mudas em bandejas dentro de uma estufa, sendo regadas
    02

    Viveiro

    Germinação em estufa. Toda genética que chega de fora passa por quarentena e teste de viroide (HpLVd).

    Por quê

    Muda que vem de outro viveiro pode trazer praga junto, um risco bem conhecido de quem cultiva.

    Fonte

    Stoa, Craft Weed, 2018, cap. 5 (relato de cultivadores).

  3. Os talhões de cultivo vistos do alto, no fim da estação, com a serra ao fundo
    03

    Talhões

    Solo nativo, a céu aberto, com análise de fertilidade toda primavera. A adubação segue o resultado de cada talhão, só com insumos listados pela OMRI. No inverno, os talos da colheita viram biocarvão (biochar), que volta à terra na primavera para abrigar os microrganismos do solo e reter água.

    Por quê

    Na agronomia de solo, a terra cultivada perde matéria orgânica e precisa de manejo periódico. Na análise de março de 2026, os dois campos tinham 4,7% e 5,1% de matéria orgânica, de média a alta na escala do laboratório, e pH entre 6,3 e 6,8.

    Fontes

    Primavesi, Manejo ecológico do solo, p. 122 e 140 a 141 da edição digital; A&L Western Laboratories, análise de fertilidade 145710, 4 de março de 2026.

  4. Tesoura de poda cortando o galho da planta, de perto
    04

    Colheita

    Colheita manual. Primeiro as pontas, depois uma segunda passada para as flores menores.

    Por quê

    Segundo uma revisão, o teor de canabinoides varia bastante dentro de uma mesma planta, e a diretriz da OMS pede que o ponto de colheita seja escolhido pela qualidade, não pelo volume.

    Fontes

    Pertwee 2014, p. 100; OMS, diretriz de boas práticas agrícolas e de coleta (GACP), 2003, p. 11.

  5. Galhos pendurados lado a lado, secando
    05

    Secagem e cura

    Os galhos secam pendurados, devagar, em sala escura, com temperatura controlada, ar sempre circulando e umidade perto de 65%, porque secar rápido demais leva parte dos terpenos para o ar. Depois a flor cura em sacos de seis camadas, e a umidade que resta no centro de cada flor se espalha por igual.

    Por quê

    Os terpenos evaporam com facilidade. Num estudo de laboratório com uma única planta, o óleo essencial caiu 31% depois de uma semana de secagem ao ar, sem controle de ambiente, e os monoterpenos foram os primeiros a sair. Secar mal também abre caminho para o mofo. Por isso a secagem aqui é lenta, no escuro e com umidade controlada.

    Fontes

    Ross e ElSohly, Journal of Natural Products, 1996, p. 1 a 3 (uma planta, sem repetição); American Herbal Pharmacopoeia 2014, p. 30.

  6. Pessoa de avental e luvas trabalhando sobre uma mesa com plantas
    06

    Manejo

    Trabalho com luvas e procedimentos padronizados. Cada lote seco é pesado, embalado e etiquetado.

    Por quê

    Segue o que recomendam as diretrizes de boas práticas agrícolas e de coleta (GACP) da OMS e da agência europeia de medicamentos: procedimento escrito, lote identificado desde cedo e rótulo ligado ao laudo.

    Fontes

    OMS 2003, p. 23 e 26; EMA 2025, p. 6 a 8.

  7. Folha examinada sob um microscópio
    07

    Inspeção

    Vistoria de pragas ao microscópio em todas as fases do cultivo.

    Por quê

    Ao ar livre a planta é relativamente resistente a pragas, mas a estação traz o risco do mofo cinzento (Botrytis), que, segundo uma revisão com relatos de cultivadores, costuma levar 20% da colheita ou mais. Achar cedo permite agir com o mínimo de intervenção.

    Fontes

    American Herbal Pharmacopoeia 2014, p. 21; Clarke e Merlin, Cannabis: Evolution and Ethnobotany, 2013, p. 321; OMS 2003, p. 11; EMA 2025, p. 6 e 10.

  8. Cada lote é analisado por laboratório acreditado pelo estado e rastreado no sistema oficial do Oregon.
    Por quê

    Um laudo vale pelo método do laboratório e por uma amostra que represente o lote inteiro, como recomenda a Farmacopeia Herbal Americana.

    Fonte

    American Herbal Pharmacopoeia 2014, p. 41 e 42.

    Como ler o laudo
Na fazenda da East Fork Cultivars · Sul do Oregon, EUA

Quatro formas

O veículo muda a via. O canabinoide é o mesmo.

Dois óleos, um hidrossolúvel e um tópico. A forma decide como o extrato chega ao paciente.

Um coco inteiro e outro aberto ao meio, a polpa branca à mostra, sobre fundo claro

Óleo em TCM

TCM = triglicerídeos de cadeia média

Óleo do coco. Gotas sob a língua.

Via
sublingual
Linha
Formulados
Gotas
50 por mL
Um abacate cortado ao meio, as duas metades lado a lado

Óleo em TCL

TCL = triglicerídeos de cadeia longa

Óleo do abacate. Gotas engolidas.

Via
oral
Linha
Cultivar único
Gotas
± 43 por mL
Uma nuvem branca se espalhando devagar dentro de água clara

Hidrossolúvel

CBD em nanoemulsão. Mistura na água ou em qualquer bebida, sem óleo.

Via
oral, em água ou bebida
Linha
Hidrossolúvel
Frasco
com jato
Uma pincelada de bálsamo branco e espesso sobre papel claro

Tópico

Pomada e creme, aplicados na pele. Uso local.

Via
pele
Linha
Tópicos
Ação
no local da aplicação

Além do CBD

Compostos que a planta faz em pouca quantidade, concentrados.

Cada um aparece no laudo do lote, com o seu número.

  • CBG

    Na planta, nasce como CBGA, a molécula de onde saem os outros canabinoides.

  • CBC

    Pouco estudado. A OG não atribui efeito a ele.

  • CBDa

    O CBD como a planta o produz, antes do calor.

  • CBN

    Aparece quando o THC envelhece e oxida.

A evidência sobre os menores é sobretudo pré-clínica. A planta foi pouco estudada durante a proibição.

CBN alto no laudo: o relógio do extrato

Como ler o laudo

Cada número diz uma coisa. Toque numa nota para ver onde ela está.

Laudo real de um lote, redesenhado pela OG. O original do laboratório abre inteiro.

Leitura do laudo, lote EFCT39BO0425

Canabinoides
Lote
EFCT39BO0425
Emitido
23-04-2025
Forma
Óleo, Blue Orchid
Acreditação
ORELAP
Canabinoidemg/g%
THCa<LOQ<LOQ
Δ9-THC1,260,126
CBDa<LOQ<LOQ
CBD40,404,04
CBDV1,330,133
CBC1,510,151
CBG0,980,098
CBN<LOQ<LOQ
THC total1,260,126
Total45,404,54
LOQ 0,010 %Redesenhado pela OG

Toque em cada nota para ver onde ela está no laudo.

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