Cultivar, genética e "cepa": por que a palavra importa
Três palavras que o mercado usa como sinônimos. Não são. E a diferença diz se aquela planta pode virar base confiável para uso medicinal.

As três palavras
Genética
O material hereditário da planta: o DNA. Diz o que a planta pode expressar, não o que ela vai expressar.
Cultivar
Uma variedade cultivada: uma população de plantas que um melhorista seleciona, cruza e estabiliza para expressar de forma confiável um perfil químico e físico, geração após geração.
"Cepa"
O termo informal do mercado. Não distingue uma cultivar estabilizada de uma linhagem que ainda varia de planta para planta.
O que muda
Uma planta só vira base confiável para uso medicinal quando a sua genética foi selecionada e estabilizada numa cultivar.
Por que isso não é detalhe
Dizer "genética estável" quando se quer dizer "cultivar" não é só uma escolha de palavra. Sugere que a coisa errada foi estabilizada. Genética sozinha, sem anos de seleção e estabilização, não garante nada sobre o que a planta vai expressar. É a cultivar que transforma potencial em perfil previsível.
Cultivar é o começo, não o fim
Uma cultivar única define de onde a formulação parte. Não garante, sozinha, o que chega ao frasco. Depois dela vêm o cultivo, o solo, a colheita, a pós-colheita, a extração e a formulação, e cada etapa pode preservar ou perder o que a cultivar tornou possível.
Por isso a OG escreve "cultivar única", e não "cepa única".
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