Educação
O que muda de um produto para outro, explicado sem pressa.
Artigos abertos, escritos a partir da biblioteca da OG.

Para começar
6 leituras · 33 min
Por que "sem THC" nunca é zero
Toda planta de canabidiol produz um pouco de THC. O que tira esse THC do frasco é um passo de processo depois da colheita, e o que o laudo chama de "não detectado" quer dizer "abaixo do que este laboratório consegue medir".
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Indoor não é sinônimo de qualidade: de onde veio a estufa
O cultivo fechado, com luz artificial, não nasceu de uma busca por uma flor melhor. Nasceu nos Estados Unidos dos anos 1970 e 1980, quando helicópteros passaram a sobrevoar as plantações e o cultivo foi para dentro de casa para não ser visto. Décadas depois, a lâmpada virou sinônimo de qualidade. A medição não confirma.
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O que é uma cultivar, e por que o nome na embalagem não é uma
Cultivar é uma variedade de planta com nome, descrição e comportamento estável, do tipo que se registra. O nome bonito no rótulo quase nunca é isso. E "indica" ou "sativa" diz menos ainda sobre o que vai acontecer com você.
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Por que o seu óleo é testado por lote, e não uma vez por produto
A mesma planta não é igual em toda parte, e o mesmo produto não é igual em toda fabricação. Por isso o laudo que importa não é o do produto em geral: é o do lote que está no seu frasco.
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O que vem escrito num laudo
O documento que diz o que está no frasco, lido em cinco minutos.
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Cannabis na farmácia brasileira, antes e depois da proibição
Em 1930, um catálogo farmacêutico brasileiro ainda listava o extrato fluido de cannabis como sedativo. Dois anos depois, a planta entrou na lista de entorpecentes. O argumento que levou de uma coisa à outra, mostra a historiadora Luísa Saad, falava de quem usava a planta, não do que havia nela.
LerDa planta ao frasco
5 leituras · 25 minA história e a ciência
2 leituras · 12 min
Um sistema mais antigo que a planta
O corpo não esperou a cannabis para ter um sistema endocanabinoide. Ele já funcionava no cérebro dos peixes muito antes de a planta existir, trabalha com moléculas que o próprio organismo fabrica, e a cannabis entrou nessa conversa por acaso: fala a mesma língua.
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Unifesp e Ribeirão Preto: as duas linhagens da pesquisa brasileira
O Brasil não teve um pioneiro solitário na ciência do canabidiol. Teve duas escolas, em cidades diferentes e em décadas diferentes. A primeira abriu o caminho nos anos 1970; a segunda o manteve aberto quando quase ninguém no mundo olhava para ele, e um ensaio dela contribuiu para a aprovação, pela Anvisa, do primeiro produto de CBD puro, em 2020.
LerLeituras com fonte e página
Leituras que não se acham em outro lugar em português, cada afirmação ligada à fonte. A primeira parte é aberta; o resto fica na Área do prescritor.
- 01Evidência
O que a metanálise de Pamplona mostrou de fato
Na metanálise de Pamplona e colegas, extratos ricos em canabidiol (CBD) foram usados em doses médias menores e tiveram mais relatos de melhora que o CBD purificado, mas no critério objetivo de redução de 50% das crises não houve diferença: os próprios autores concluem que não foram mais eficazes.
Ler o começo - 02Farmacocinética
Com ou sem alimento: o que muda na exposição ao CBD
Tomado junto com alimento, o canabidiol (CBD) chega ao sangue em quantidade cerca de cinco vezes maior e com pico cerca de três vezes mais alto, só que mais tarde: a mesma dose, com e sem refeição, não é a mesma exposição.
Ler o começo - 03Farmacocinética
Biodisponibilidade oral do CBD: o que foi medido e o que não foi
A fração de canabidiol (CBD) que chega à circulação depois de uma dose oral nunca foi medida em humanos: os percentuais que circulam são citações, e o único número humano medido de biodisponibilidade absoluta é o da via fumada.
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Conteúdo educativo. Não substitui avaliação de um profissional habilitado.






